Alarme no Expresso Lisboa-Elvas não se confirma

No autocarro da Rede Expressos, que saiu ontem de Lisboa às 14.30 horas e chegou a Elvas às 18.20 horas, saíram cinco passageiros na estação desta cidade.

Três destes passageiros terão ficado em Portugal e dois dirigiram-se para Espanha.

Um dos passageiros de origem africana, com residência em Espanha, foi transportado de táxi até à fronteira espanhola no Caia, tendo o taxista regressado a Elvas.

Uma hora depois de ter realizado o transporte, o taxista que fez a viagem, em declarações à Radio ELVAS, disse-nos que foi informado pela GNR que o cliente que transportou à fronteira tinha Covid-19 e que deveria ter todos os cuidados necessários decorrentes do perigo desta pandemia.

O taxista ligou para a linha SNS24 que o aconselhou a manter isolamento, não se justificando, por agora, a realização do teste, devendo aguardar pela ocorrência de eventuais sintomas.

A Rádio ELVAS sabe que o indivíduo entrou em Espanha, onde foi recolhido num centro de acolhimento, tendo sido consultado pelas autoridades sanitárias da Estremadura. Ontem e hoje, não apresentou sintomas e não lhe foi efetuado nenhum teste, pelo que prosseguiu o seu caminho.

Esta situação causou um enorme alarme, já que circulou no Facebook a informação de um possível infetado num autocarro que circulou entre Lisboa e Elvas, com paragens em Montemor-o-Novo, Évora, Redondo, Vila Viçosa, Borba e Terrugem.

Saiu um passageiro em Montemor-o-Novo; dois em Évora; saíram dois passageiros em Redondo, um dos quais identificado pela GNR; em Borba saíram outros dois passageiros, um destes também identificado pela GNR.

Em declarações à Rádio ELVAS, Nuno Mocinha, presidente da Câmara Municipal de Elvas, explica que “tem conhecimento que é verdade existe um indivíduo que circulou no Expresso entre Lisboa e Elvas e que foi abordado na fronteira pelas entidades espanholas, uma vez que queria permanecer à noite num determinado centro de acolhimento em Espanha e o mesmo lhe foi negado; depois disto, o indivíduo afirmou que, em Portugal, lhe tinha sido feito um teste positivo. Este homem acabou por permanecer no centro de acolhimento, em observação médica e nada indicava que estivesse contaminado; hoje, as autoridades fizeram novamente uma avaliação e não há indícios de que possa estar infetado”.

Esta situação lançou o alarme público e “as autoridades portuguesas desenvolveram um conjunto de contactos, para que as pessoas que viajaram no Expresso fossem também contactadas para estarem alerta para esta situação.”

Nuno Mocinha adiantou ainda que “em Elvas não lhe foi feito qualquer teste”.

Estão a ser desenvolvidos esforços em Portugal para perceber se foi, efetivamente, feito algum teste a esta pessoa.

Apesar de não se confirmar, nesta data, a existência do caso de Covid-19, as pessoas que estiveram em contacto com este homem, nomeadamente no autocarro, devem ligar para o SNS24, de forma a serem aconselhadas devidamente.