Queixa de incumprimento de regras da DGS em supermercado

Um ouvinte da Rádio ELVAS fez chegar ontem, terça-feira, 24 de março, à redação desta estação emissora uma queixa relativa aos procedimentos determinados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), relacionados com a Covid-19, por parte de um dos supermercados de Elvas.

José Luís queixa-se da falta de controlo na entrada de pessoas no Pingo Doce e da existência de outras já dentro da loja, antes do horário de abertura.

“Quando a minha mulher chegou à porta do Pingo Doce, estavam apenas duas pessoas, devidamente espaçadas, à porta. Quando o senhor gerente abriu a porta, dezenas de pessoas que estavam dentro dos seus automóveis, à espera, entraram sem haver qualquer controlo”, revela.

Nas caixas, adianta José Luís, e tendo em conta que a sua esposa apenas foi comprar um produto “deparou-se de imediato com inúmeros clientes, com sacos de carne cheios, o que, no seu entender, leva a crer que essas mesmas já estavam antes na loja, antes desta abrir portas. Ou entram pelas traseiras ou então são os funcionários que lhes propiciam saquinhos cheios de mercadoria”, remata.

No sentido de apurar a versão do supermercado em causa, a Rádio ELVAS foi ouvir o gerente da loja de Elvas do Pingo Doce. Pedro Couto revela que, entre as 9 e as 10 horas, a loja abre apenas para profissionais de saúde, bombeiros e forças de segurança. “Estamos a dar esta oportunidade para que estas pessoas possam ter acesso, sobretudo, aos produtos frescos, porque estas pessoas são a cara deste problema e correm riscos muitos elevados”, remata. O Pingo Doce de Elvas está por sua iniciativa, e não do grupo, a facilitar o acesso às compras a estes profissionais.

Segundo a gerência do supermercado, na loja, podem estar, ao mesmo tempo, apenas 40 pessoas. Há ainda marcas no chão para garantir as distâncias de segurança entre os clientes.