Camionistas sem locais para comer ou fazer higiene pessoal

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Manuel Serrachino (na foto), natural de Rio de Moinhos, no concelho de Borba, é camionista de longo curso. Faz o transporte, por toda a Europa, de vários materiais, desde medicamentos a material de higienização.

No decorrer da última semana, encarou vários desafios para conseguir exerce a sua profissão. O encerramento dos locais onde habitualmente fazia as suas refeições e a sua higiene pessoal faz com que dependa “da caridade das empresas que abastece. Hoje parei aqui neste restaurante, na Catalunha, e está fechado por isso o almoço já foi. Esta semana tive sorte porque na empresa onde descarreguei deixara-me tomar banho”.

Manuel Serrachino garante que não se “está a queixar”, pede apenas “mais atenção para com aqueles que transportam bens essenciais para todos e para que nada falte em casa das pessoas. Gostava apenas que nos informassem dos restaurantes que estão abertos para que possamos fazer as nossas refeições”.

O cenário repete-se em vários pontos da Europa e Manuel Serrachino garante que são diversas as estações de serviço encerradas. Os cafés que se encontram abertos praticam preços muito elevados.

Em Elvas, tal como noticiámos anteriormente, o Varchotel “mantém aberto o seu serviço de bar e take away precisamente para satisfazer as necessidades dos camionistas de longo curso que percorrem diversos quilómetros sem um local para tomar um café ou fazer as suas necessidades fisiológicas”, como nos referiu o diretor do hotel, João Perdigão.