Alunos da ESAE afirmam ter sido brincadeira falar em despejo

Um grupo de alunos da Escola Superior Agrária de Elvas e a residir na Residência de estudantes da cidade lançaram um boato pelas redes sociais de que teriam recebido ordens de despejo, por parte do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), para abandonar a Residência até segunda-feira, e alegadamente não teriam para onde ir.

Tendo em conta as medidas tomadas pelo Governo em encerrar os estabelecimentos de ensino, de forma a prevenir o contágio de coronavírus, e “em concordância com o que foi definido ontem, o IPP tomou um conjunto de medidas, no caso da residência de estudantes, que passa pela possibilidade de serem transferidos da residência de Elvas, para a de Portalegre, que dispõe de quartos individuais e melhores condições, evitando os contactos sociais”, explicou o sub diretor da ESAE Paulo Ferreira.

Quando questionado sobre o despejo dos alunos o sub diretor informou que “os alunos nem foram despejados nem são colocados às suas responsabilidades para irem a pé daqui para Portalegre. O  o IPP assegura transporte para quem não tiver essa possibilidade e está comprometido com a responsabilidade social de mitigar as consequências deste novo vírus”.

A Rádio ELVAS deslocou-se até à residência e encontrou os dois alunos, sendo que um deles afirmou que “tudo se tratou de uma brincadeira, estávamos a almoçar e tivemos a ideia de ir para a rua, como disseram que íamos sair por causa do plano de contingência, acabámos por ficar no relvado no convívio, não tinha a haver com o sermos obrigados a sair, não era para fazer nenhum protesto nem nada disso, foi uma brincadeira sem jeito nenhum.”

Ao saber que tudo se tratou de uma brincadeira, Paulo Ferreira afirmou que “há um conjunto de procedimentos disciplinares que têm que ser tidos em conta”, relembrando o que aconteceu ontem na escola secundária de Elvas.