Liliana Pilha: “não digo que sim nem que não” aos abusos a crianças de “Os Cucos”

Na sequência da entrevista realizada esta tarde de sexta-feira, dia 6, a Liliana Pilha, vice presidente da direção da Comissão de Melhoramentos do Concelho de Elvas (CMCE), foi abordada a questão que chegou à nossa redação do alegado abuso sexual de menores e maus tratos no Centro de Acolhimento Residencial “Os Cucos”.

Quanto a esta questão, Liliana Pilha afirma que “a melhor forma de responder é, porque isto é uma casa onde vivem muitas crianças, e não controlamos nem vigiamos todos os passos, não é tudo controlado ao pormenor, há situações que não devem acontecer, onde têm que sofrer sanções e que têm de ser reportadas, independentemente das situações serem verídicas, esta é uma casa onde vivem muitas crianças com muitos adultos, e quando as situações ocorrem há que perceber o que é que fazemos.”

A vice presidente continuou, no decorrer da entrevista, a afirmar que não diz que sim ou que não aos casos acima referidos, e diz que “o papel da direção é reportar quando algo está menos bem, independentemente das consequências, para que as entidades competentes averiguem o que está bem ou menos bem, sendo que o foco da direção é proteger as crianças e atuar de acordo com isto”.

“A obrigação de todos é reportar as situações quando acontecem, não estando a dizer se aconteceram ou não, reportar ao processo de promoção e proteção de Tribunal ou de CPCJ e entidades competentes, para perceber o que se passou, que vão averiguar o que se passou e o que realmente ocorreu, que tipo de medidas podem ser tomadas, e se isto altera o Projeto de vida das crianças, que é pensado tendo em conta as suas necessidades”, refere Liliana Pilha.

“A nossa missão é que eles estejam seguros, e que “Os Cucos” sejam a sua casa e continuar a protegê-los”, sendo que “toda a direção tem trabalhado arduamente, de forma voluntária, e quando abraçamos o projeto sabíamos as necessidades e dificuldades que íamos encontrar, mas estamos todos a trabalhar em prol deles” (as crianças), remata Liliana Pilha.