Casa de Acolhimento “Os Cucos” passa a acolher jovens até aos 21 anos

A nova direção da Comissão de Melhoramentos do Concelho de Elvas (CMCE) instituição de solidariedade social que engloba a Casa de Acolhimento Residencial “Os Cucos”, Centro infantil de Santa Eulália e Lar de Santa Eulália tomou posse no passado dia 3 de janeiro, ou seja, há dois meses.

Liliana Pilha, vice presidente da Comissão, esteve esta tarde de sexta-feira, dia 6, no Magazine de Informação e Música, na Rádio ELVAS, para nos falçar não só do projeto desta nova direção e a sua incidência, nas três valências da Comissão, mas também para abordar a questão das notícias relativas ao abuso sexual de menores e maus-tratos às crianças do Centro de Acolhimento Residencial “Os Cucos”, qe tem sido noticiado, bem como o que tem sido feito neste sentido.

A vice presidente afirma que a direção, inicialmente tentou perceber quais as necessidades das três valências da Comissão, sendo que  “o caso de “Os Cucos” era uma necessidade primária, e aquela que necessitava de mais vida”.

Um dos objetivos foi “capacitar ao nível de formação técnica a instituição e fornecer ferramentas a todos aqueles que lá trabalham, para que estas crianças, possam ter uma vida semelhante ao contexto familiar, ou pelo menos, o mais parecido possível.”

Na casa de acolhimento residencial “Os Cucos “, são “15 as crianças institucionalizadas, entre os 0 e os 18 anos, com mais do sexo masculino, sendo que a instituição tem ainda capacidade para 22 crianças ou jovens, até aos 21 anos, uma vez que a Lei de Promoção e Proteção de crianças foi alterada, e esta é idade máxima, desde que estejam a estudar, explica Liliana Pilha.

Tendo em conta o projeto da direção houve uma reestruturação da casa, “atualmente são 15 os funcionários que trabalham nesta instituição, tendo sido criadas duas equipas de apoio, uma destinada a tarefas domésticas, e outra  educativa, que está relacionada com atividades, com o brincar, e ocupar de forma lúdica esta crianças”, refere a vice presidente.

A casa funciona 24 horas, sendo que “os turnos são rotativos para que haja sempre alguém ao serviço da casa, sendo que nunca está um funcionário sozinho. Não há quartos individuais, são partilhados por dois ou três jovens, o berçário engloba todos os bebés e tem um funcionário toda a noite.”

Liliana Pilha, quando questionada sobre as recentes notícias de abuso sexual de menores e maus tratos afirma que “a melhor forma de responder é, porque isto é uma casa onde vivem muitas crianças, e não controlamos nem vigiamos todos os passos, não é tudo controlado ao pormenor, há situações que não devem acontecer, onde têm que sofrer sanções e que têm de ser reportadas, independentemente das situações serem verídicas, esta é uma casa onde vivem muitas crianças com muitos adultos, e quando as situações ocorrem há que perceber o que é que fazemos.”

“A obrigação de todos é reportar as situações quando acontecem, não estando a dizer se aconteceram ou não, reportar ao processo de promoção e proteção de Tribunal ou de CPCJ e entidades competentes, para perceber o que se passou, que vão averiguar o que se passou e o que realmente ocorreu, que tipo de medidas podem ser tomadas, e se isto altera o Projeto de vida das crianças, que é pensado tendo em conta as suas necessidades”, refere Liliana Pilha.

A vice presidente continua a afirmar que não diz que sim ou que não aos casos acima referidos, e diz que “o papel da direção é reportar quando algo está menos bem, independentemente das consequências, para que as entidades competentes averiguem o que está bem ou menos bem, sendo que o foco da direção é proteger as crianças e atuar de acordo com isto”.

“A nossa missão é que eles estejam seguros, e que “Os Cucos” sejam a sua casa e continuar a protegê-los”, sendo que “toda a direção tem trabalhado arduamente, de forma voluntária, e quando abraçamos o projeto sabíamos as necessidades e dificuldades que íamos encontrar, mas estamos todos a trabalhar em prol deles” (as crianças), remata Liliana Pilha.