Paulo Carrilho (GEDA) e Festival dos Grous em Campo Maior

O 2º Festival dos Grous está a decorrer até domingo, dia 19, em Campo Maior, numa organização do GEDA (Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura).

O GEDA existe há 20 anos e Paulo Carrilho, vice-presidente do grupo, está desde a sua fundação. Trata-se de “um grupo que nasceu como associação juvenil, com o objetivo de chamar os jovens para a natureza e ambiente, sendo que os desportos de aventura são uma forma de chegar ao meio ambiente e a sua preservação”, explica Paulo Carrilho.

O grupo dispõe de várias atividades desportivas mas também realiza observação de aves, e manhãs ecológicas na barragem, e é quem organiza a Travessia da Serra de São Mamede.

O Festival dos Grous teve início no ano passado, uma vez que “esta ave migra nesta altura para a região, vindas do norte da Europa, e devem ser privilegiadas”, segundo Paulo Carrilho, uma vez que “esta é a zona limite da sua migração, e são cerca de 2500 Grous na zona de Campo Maior”.

A segunda edição do Festival dos Grous teve início esta manhã com a colocação de caixas ninho para uma ave denominada de Francelho, para a sua nidificação. Estas caixas foram construídas e decoradas pelos alunos do pré-escolar das escolas e Campo Maior, que hoje foram assistir à sua colocação em postes da EDP, na Zona de Proteção Especial (ZPE).

Amanhã, sábado, dia 18, o dia é dedicado à observação de Aves em grupos a Observação de Aves Estepárias, com início marcado para as 8.30 horas, no Centro Ambiental do Xévora. Mais tarde, às 13 horas, vai decorrer um almoço convívio, em Degolados, para os participantes. Na parte da tarde vai decorre mais uma observação, mas desta vez em busca dos Grous, a partir das 15 horas, na Albufeira do Caia. Às 18 horas, na Casa do Governador de Ouguela irá decorrer uma Conferência sobre a “Monitorização e conservação de Aves nos meios agrícolas – o potencial turístico do Birdwatching“.

No dia 19, domingo, a partir das 8.30 horas, decorre uma caminhada pelo Percurso dos Grous, com interesse também no percurso pela natureza, como refere Paulo Carrilho, e termina no Santuário de Nossa Senhora da Enxara, em direção ao Centro Ambiental do Xévora, local onde o GEDA costuma realizar os seus estudos, e Paulo afirma que “é praticamente a sede do grupo”. A iniciativa conta ainda com uma observação de espécies na Barragem do Caia, através de telescópio.

Este Festival conta com cerca de 50 participantes, um número superior ao do ano passado, de qualquer forma a observação dos Grous não permite mais participantes. O número de participantes “vem dinamizar a economia regional à raiz deste tipo de iniciativas voluntárias e necessárias” como refere Paulo Carrilho, que acrescenta que é ainda “importante para a própria comunidade.”