Alberto Barradas e o Raide Hípico de Santa Eulália

O Raide Hípico de Santa Eulália Luís Tello Barradas decore no sábado dia 18, nos silos da Cersul em Santa Eulália.

O Raide realiza-se há já 21 anos, em homenagem ao raidista Luís Tello Barradas, que faleceu em 1972. Em 2000 “um grupo de jovens de Santa Eulália resolveu fazer uma brincadeira com uma pequena concentração de cavalos, como explicou Aberto Barradas, da organização. Em 2001 começou a organizar-se um Raide Internacional, com regras apertadas de defesa do cavalo e respeitando as regras internacionais.

Quando é fundada a Associação Humanitária de Santa Eulália, da qual Alberto Barradas é presidente da Assembleia Geral, no ano de 2007, passou a ser esta a entidade organizadora.

Esta é já a 21ª edição do Raide Hípico de Santa Eulália, e Alberto Barradas afirma que o mesmo “tem início às 7.30 horas com a inspeção veterinária aos cavalos, sendo que o início do raide está marcado para as 9 horas, terminando perto das 15 horas. Pelas 18 horas realiza-se uma missa na igreja da freguesia, em homangem a Luís Tello Barradas, e segue-se o jantar convívio e entrega de prémios no Pavilhão multiusos de Santa Eulália, a partir das 19 horas”.

Este raide tem uma vertente solidária em que “as receitas são fruto da benevolência e generosidade de todos”, e revertem para a Associação Humanitária de Santa Eulália, para ajudar não só pessoas carenciadas da freguesia, como também pessoas camadas e com dificuldades de mobilidade”, como refere Alberto Barradas.

O Raide Conta com várias provas, uma prova que faz parte do Calendário Hípico da Federação Equestre Internacional, de 100 quilómetros, de velocidade livre; outra para cavalos que não estão no circuito internacional de 80 quilómetros, outra de 20 quilómetros para crianças e iniciados, e um passeio a cavalo para o escalão de veteranos.

Na prova de 100 quilómetros só podem entrar cavalos com seis anos ou mais, e nas restantes, cavalos com quatro ou cinco anos. A Federação tem implementado “novas restrições nos regulamentos, e este vai ser o primeiro raide da Península Ibérica com estas regras, o que poderá resultar em menos participantes, fruto destas regras, de defesa dos cavalos” como refere Alberto Barradas.

Para Alberto Barradas “esta é a modalidade mais fascinante dos cavalos porque une o contacto do animal com a natureza.”