Museu Militar e as comemorações do 14 de janeiro em Elvas

Os 361 anos da Batalha das Linhas de Elvas comemoram-se amanhã, terça-feira dia 14, na cidade, com as tradicionais cerimónias militares.

Hoje, o diretor do Museu Militar de Elvas, coronel Joaquim Bucho, foi o convidado no Magazine e Informação da Rádio ELVAS e recordou como, em 14 de janeiro de 1659, a cidade, Rainha da Fronteira, se preparou para o ataque dos espanhóis, numa das mais importantes batalhas da Guerra da Restauração.

Nesta batalha, morreram cerca de 200 homens portugueses, sendo que 600 ficaram feridos. Entre os que perderam a vida destaca-se o general André de Albuquerque Ribafria, homenageado, todos os anos, nas comemorações do 14 de Janeiro. Joaquim Bucho recorda que foi ele quem preparou, de forma estratégica, as forças para a batalha.

As habituais comemorações da Batalha das Linhas de Elvas, para Joaquim Bucho, servem, sobretudo, para recordar esta “data importante para a defesa do Reino”.

Amanhã, às 9.30 horas, é hasteada a Bandeira nacional; às 10 horas, decorre a tradicional romagem ao Padrão e cerimónia de homenagem aos mortos, no Sítio dos Murtais; às 10.30 horas, tem lugar a romagem ao túmulo do General André de Albuquerque Ribafria, no Convento de São Francisco; às 11 horas, tem início a Parada Militar na Praça da República; e, ao meio-dia, há desfile das Forças em Parada, na Rua da Cadeia.

O Museu Militar de Elvas apresenta amanhã, na parada militar, quatro viaturas que foram recentemente restauradas, entre elas um tradicional “Pão de Forma”, uma ambulância citadina militar.