Tradições, doces e presentes de Natal das famílias elvenses

Aproximamo-nos a passados largos da noite de consoada. O natal é sempre uma data celebrada com grande entusiasmo, de forma geral, no país, e, como tal, fomos saber o que alguns elvenses pensam sobre esta quadra festiva.

Joaquina Pardal, por exemplo, lembra que esta é “uma grande tradição”, embora, após a morte de uma neta, a data tenha deixado de fazer tanto sentido. Contudo, e tendo em conta que já se passaram oito anos, voltou, no ano passado, a cantar ao Menino. “Éramos 150 membros da família, juntámo-nos num casão, cada um levou a sua sopa de cação e foi fantástico”, recorda.

Já Elsa Guerra explica que, em sua casa, tal como na maioria dos lares portugueses, o natal “é vivido em família”. “Uma vezes vamos até Espanha, porque a irmã vive em Espanha, outra vezes ficamos por cá”, adianta. Quanto aos doces, Elsa e a família não dispensam o tronco de natal, as filhoses e as azevias.

Quando questionada sobre a oferta de presentes de natal, Elsa revela que não gosta muito de dar “só por dar”. “Prefiro dar dinheiro, para que as pessoas comprem aquilo que lhes faça falta”, adianta.

“O natal é um momento importante para as famílias, porque foi o nascimento de Jesus”, diz-nos Hugo Valente, de 9 anos. Adianta que, este ano, gostaria de receber um tablet, ainda que assuma que os valores que, por norma, nesta altura são transmitidos de forma mais intensa – como o amor e a paz – sejam mais importantes que qualquer presente.

A noite de natal é celebrada já na próxima terça-feira. Até lá, Elvas conta ainda com muitas iniciativas no âmbito desta quadra festiva.