Elvas: animal de rua “não é recolhido há mais de um ano”

Uma jovem moradora na Rua Lopo de Ponte, em Elvas, tem vindo a recolher e a cuidar de vários animais, que por ali vagueiam, sem dono. No entanto, um dos cães está há mais de um ano na rua e a jovem, Joana Sim Sim, tentou por várias vezes pedir ajuda à Associação Movimento Animal, mas, alega, sem sucesso.

Joana relata que “há cerca de um ano, ao mesmo tempo, apareceram quatro cães” na sua rua, sendo que “dois foram adotados”. Joana ficou com a cadela em casa “por pena”, pois encontrava-se grávida. Nessa altura, pediu “para recolherem os dois animais, no entanto, o cão continua na rua”.

A jovem alimenta e disponibiliza mantas para o animal, contudo, não pode ficar com ele, uma vez que já acolheu vários cães. Afirma ainda que “o animal é várias vezes agredido, com água quente, por parte dos vizinhos” e “que lhe roubam as mantas e comida”.

Segundo esta jovem, a Associação Movimento Animal disse-lhe a “para efetuar queixa formal na Polícia de Segurança Pública, pois só depois poderiam proceder à recolha do animal”. Na PSP, foi-lhe dito que iam contactar a associação, e vice-versa, sendo que Joana considera que a situação se transformou numa “bola de neve”.

Esta jovem diz que todos os meses gasta mais de oito quilos de ração, uma vez que tem quatro animais ao seu cuidado, mais seis cachorros da cadela que estava anteriormente grávida. Refere que, até então, não recolheram a cadela, nem o cão. Joana diz que, neste momento, se “responsabiliza pela cadela, mas não pode ficar com o cão”. “Inicialmente, o animal era agressivo, porque era vítima”, revela. “A partir do momento que o comecei a alimentar e a dar carinho, deixou de ser agressivo, mas não permite que se cheguem a si, porque tem medo das pessoas”, adianta.

Depois de apresentar queixa na PSP, e passados cinco meses, Joana continua sem obter uma resposta. Partilhou a situação nas redes sociais, onde garante ter sido “ofendida pela Associação”, que lhe disse que “não tinham espaço para mais animais”, mas Joana alega que “recolhem diariamente outros animais” e não percebe porque não recolhem este.

Esta jovem pretende, desta forma, que recolham o animal, porque não consegue ter mais um cão à sua responsabilidade, lembrando que o mesmo “é constantemente vítima de maus tratos por vizinhos e por quem não o quer por ali”.

Contactada pela Rádio ELVAS, a Associação Movimento Animal não quis prestar declarações sobre o assunto, apenas revelou que não tem capacidade para acolher mais animais e que existem outros casos prioritários.

A Rádio ELVAS tentou ainda contactar a Polícia de Segurança Pública de Elvas, mas até ao momento não foi possível obter declarações por parte da mesma.