DORPOR do PCP faz balanço das eleições legislativas

A DORPOR (Direcção da Organização Regional de Portalegre) do PCP reuniu, no passado sábado, dia 19, e fez o balanço das eleições para a Assembleia da República, analisou os resultados eleitorais e o quadro delas decorrente e traçou linhas de ação, a iniciativa política e o reforço do Partido, para responder às exigências que se colocam aos comunistas do Alto Alentejo.

Em Comunicado refere que: “os resultados das eleições traduzem, ainda que com alterações de expressão eleitoral entre as diversas  forças políticas com representação na Assembleia da República, um quadro parlamentar com uma  relação de forças semelhante ao de 2015. Porém, os mesmos resultados representam uma conjuntura distinta daquela que se apresentava há quatro anos atrás.  O resultado das eleições, no distrito de Portalegre, expressa a derrota da direita, na perda do seu  representante na Assembleia da República, elegendo o PS, por sua vez, os dois únicos deputados pelo  distrito.”

“Quanto aos resultados obtidos pela CDU, que se mantém como terceira força eleitoral no distrito e mantém a maioria em Avis, se bem que não correspondendo aos objetivos desejados, nem refletindo  o intenso trabalho realizado pelos partidos políticos que a compõem, só se confirmam graças a este empenho contínuo na defesa das populações e à extraordinária campanha eleitoral realizada.”

Os objetivos passam por “reforçar o Partido no distrito de Portalegre, dinamizar a ação e a iniciativa política, e neste quadro destaca-se a necessidade da dinamização da organização e intervenção junto dos trabalhadores, com o relançamento da ação dos 5000 contactos, permitindo o reforço do Partido nas empresas e locais de trabalho, com a criação de mais células de empresa e de maior enraizamento  junto da classe operária e de todos os trabalhadores, a par da concretização das linhas e medidas de  reforço do Partido nos concelhos, freguesias e localidades e junto de camadas e sectores específicos designadamente dos pequenos e médios agricultores e empresários, de intelectuais e quadros  técnicos, de reformados e jovens.  O reforço orgânico do Partido, a elevação da militância e da capacidade de iniciativa e ação política, a definição das prioridades de intervenção, impõem o envolvimento e a mobilização de todo o Partido e a necessidade da realização de reuniões e plenários de militantes, promovendo a análise da situação política, programando o trabalho e a intervenção a realizar. Este reforço é fundamental para conseguir para o distrito tudo quanto aqui necessitamos e o Partido Socialista e o seu governo gostam de anunciar e não fazer: a construção da barragem do Crato (Pisão); a necessária e urgente conservação da estrutura dos equipamentos de recursos hídricos, nomeadamente a barragem de Póvoa e Meadas; investir na melhoria das acessibilidades, para uma melhor mobilidade das pessoas e bens, entre os vários pontos do distrito e deste às regiões vizinhas, nomeadamente a construção do IC13 em toda a sua extensão, a ligação entre Cedilho e Nisa, a ligação entre a A6 e a A23, a ligação em perfil de autoestrada entre Portalegre e Elvas; na ferrovia com a eletrificação da Linha do Leste em todo o seu traçado e a sua aproximação à cidade de Portalegre; no aumento do financiamento do sector da saúde, concretizando investimento público em equipamentos como o Hospital Público Central do Alentejo, sem redução das valências dos hospitais distritais de Portalegre e Elvas; no reforço dos cuidados primários, dos cuidados continuados e paliativos; no reforço do Serviço Nacional de Saúde com médicos, enfermeiros e de mais pessoal no Hospital de Portalegre; na recuperação das freguesias roubadas, no regresso dos serviços públicos que retiraram no distrito e a defesa a gestão pública da água e dos resíduos.”

Em comunicado referem que :“Avançar é preciso, e só será possível se não desistirmos, os trabalhadores e o seu Partido, de continuar e intensificar a luta em todas as frentes onde seja possível exigir, propor e lutar pelo país que queremos e merecemos: com o aumento geral dos salários e do salário mínimo nacional para 850 euros; com o aumento geral e extraordinário das pensões de reforma; na reposição do valor de indemnização por despedimento e alargamento do período de proteção no desemprego; na redução progressiva do preço dos transportes públicos, aumentando a oferta; com a valorização e o alargamento do abono de família a todas as crianças e a criação de uma rede pública de creches; assegurando a gratuitidade dos manuais escolares e estendê-la às fichas escolares; investindo na qualificação das escolas, contratando os trabalhadores em falta; com justiça fiscal, diminuindo os impostos para os trabalhadores, reduzindo o IVA da electricidade para 6%, agravando a tributação sobre os patrimónios elevados e os grandes lucros; no aumento do financiamento da saúde, investindo na modernização dos equipamentos e contratando trabalhadores; na eliminação das taxas moderadoras; no aumento do investimento nos serviços públicos e do investimento produtivo; na recuperação do controle público de empresas estratégicas e do sector financeiro e no combate à corrupção e à evasão fiscal.”

“A DORPOR do PCP saúda as inúmeras e importantes lutas que têm vindo a ser travadas no distrito por trabalhadores de diversos sectores, exorta todos a continuarem o combate e reafirma a sua total disponibilidade para continuar ao lado de todos os que lutam por uma sociedade melhor.”