Elvas: PS vence, veio o Chega e mesas de 64% de abstenção

Em Elvas, nestas eleições, venceu o Partido Socialista com larga margem sobre o PSD. O PS teve 45.68% acima dos valores do distrito que deram aos socialistas 44.73%, o que lhe permitiu confirmar as projeções que, desde junho, apontavam para a eleição de dois deputados: Luís Testa, que renova mandato, e Ricardo Pinheiro, que abandonou a câmara de Campo Maior com esse objetivo.

A erosão demográfica continua a ser preocupante no distrito, agora com menos de 100 mil eleitores. O PSD ficou em Elvas com 18.65%, abaixo das votações no distrito que estiveram nos 20%. O Bloco confirma, com menos votos que há quatro anos, que é a terceira força política no concelho.

O fenómeno Chega teve em Elvas 4.52% acima dos níveis do distrito que se ficaram pelos 2.74%, mas ainda assim acima da novidade das últimas legislativas PAN que, em zonas rurais, continua longe de ter expressão, mas duplicou a votação de há quatro anos. Poderemos ter este novo partido a crescer na nossa região? Em Elvas, há terreno fértil para isso aconteça, se o Governo, Autarquias e sociedade em geral não se movimentarem para a inclusão das minorias que hoje vivem, lado a lado, nas nossas aldeias e na nossa cidade.

Preocupante a abstenção. A nacional e a local. Elvas teve 55.8% de abstenção. Basicamente, quase seis em cada 10 pessoas não votaram. Na freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova, 64% dos eleitores não votaram; aqui, foram três votantes em cada 10 possíveis. É urgente perceber o que se passa, sob pena de, em próximas eleições, termos as urnas vazias.

António Ferreira Góis

Diretor