Rádio regionais sem tempos de antena nas Legislativas

A democracia portuguesa necessita de debate de ideias e os cidadãos precisam de conhecer as propostas dos políticos deste Pais, daqueles que querem ser deputados e dos seus partidos, cujo programa querem realizar na próxima legislatura.

Os cidadãos podem e devem escolher em consciência e votar de acordo com a sua vontade. Depois devem fazer o seu trabalho de escrutínio ao longo do tempo de vigência da Assembleia da República.

Os órgãos de comunicação devem fazer o trabalho de informação e as rádios regionais têm o seu papel importante, porque os deputados são eleitos no círculo distrital, logo regional.

E o que faz a Comissão Nacional de Eleições (CNE)? Ignora as rádios na atribuição de tempos de antena, mas recorda sempre, para que não haja distraídos, as regras de cobertura das campanhas eleitorais. As rádios regionais têm de fazer o seu trabalho de serviço público a expensas próprias.

Além disso, a taxa de radiodifusão paga por todos os portugueses na fatura da eletricidade serve exclusivamente para pagar a TV e a Rádio Pública, que não faz serviço público regular no interior do Pais.

Não fechámos o microfone a ninguém, embora um protesto concertado a isso aconselhasse. A associação do setor parou no século XX, as rádios individualmente não se queixam, os que decidem estão em Lisboa e assim continuamos.

As populações do interior sofrem quando mais uma rádio fecha ou é comprada por um grupo nacional, tudo em nome de um Portugal a duas velocidades e que acha giro passar um fim de semana num Hotel ou Turismo Rural para “carregar baterias”.

António Ferreira Góis
Diretor