Guerra instalada nos Bombeiros de Elvas (c/som)

A direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Elvas foi destituída pela Mesa da Assembleia Geral, tendo sido criada por esta uma comissão administrativa.

João Pedro Bugio (foto acima), presidente da Assembleia Geral dos Bombeiros de Elvas, revela que a decisão foi tomada depois de sentido um alegado “desconforto no seio da corporação”. Bugio critica a direção agora destituída por, ao contrário do que acontece nos outros concelhos do distrito de Portalegre, a corporação de Elvas não contar com uma equipa de intervenção permanente. O presidente da Assembleia Geral garante que, por parte da direção, não houve preocupação em arranjar o dinheiro necessário para constituir a equipa de intervenção permanente.

Amadeu Martins (foto abaixo), presidente da direção, explica, por sua vez, que, sendo as autarquias responsáveis pelo pagamento de metade do valor inerente à formação dessas equipas, foi falar com o presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha. Garante que a direção nunca se opôs à criação da equipa de intervenção permanente, tendo, inclusive, chegado a um acordo com a autarquia.

João Pedro Bugio acusa ainda a direção de “não fornecer qualquer alimentação condigna aos bombeiros”, que se encontram no combate aos incêndios, situação que considera “lamentável”. Já Amadeu Martins revela que cabe à Autoridade Nacional da Proteção Civil assegurar esse apoio, revelando que esta leva muito tempo a pagar as faturas que lhe são apresentadas. Aos bombeiros de Elvas, garante, nunca faltou alimentação.

O presidente da Assembleia Geral revela ainda que, este ano, não existiam atas de direção assinados pelos seus membros. “A inexistência de tais documentos boicota a avaliação do funcionamento da direção da Associação, uma vez que os mesmos são garante da legitimidade dos atos da direção, ao indicar quando se realizam, com que periodicidade e quais as suas decisões”, revela João Pedro Bugio.

A comissão administrativa, ao comando dos Bombeiros de Elvas, é agora composta por João Pedro Bugio, Fátima Quaresma e Joaquim Cordeiro.