Projetos solidários de Campo Maior ajudam quem mais precisa há sete anos

Há quase sete anos que o Município de Campo Maior tem implementadas, na vila, a loja e a lavandaria social: projetos que têm por objetivo ajudar aqueles que mais precisam.

Maria Martins, administrativa da Câmara de Campo Maior e responsável pelos espaços, explica que, quem trabalha na lavandaria, na loja ou nas diferentes oficinas, são voluntários, sendo que são recompensados em “mayores”. Os voluntários destes projetos ganham entre oito a 12 “mayores” à hora.

No caso da lavandaria, explica Maria Martins, os clientes pagam com produtos, sejam eles alimentares ou de higiene, que ficam depois disponíveis na loja social. “Quem está aqui a trabalhar, que ganha os tais mayores, vai levantar na nossa loja esses produtos consoante aquilo que ganha”, acrescenta.

Quem quiser lavar, secar e engomar a sua roupa, terá de pagar 40 “mayores”, sendo que, para esse valor em produtos, estão incluídas de uma até 15 peças. “Se for só lavar e secar, são 15 mayores”, adianta Maria Martins.

A título de exemplo, a responsável pelos espaços, adianta que, por exemplo, uma garrafa de azeite vale oito “mayores”, uma garrafa de óleo tem o custo 2,5 “mayores”, um quilo de açúcar, um pacote de arroz ou massa ou um pacote de leite valem dois “mayores”, enquanto uma lata de salsichas custa três “mayores”. Muitos dos produtos disponíveis na loja social chegam através das campanhas do Banco Alimentar, sendo que, ao longo do ano, são as pessoas que usam os serviços da lavandaria que ajudam a compor a loja.

Na lavandaria, atualmente, trabalham cinco pessoas, quatro delas de forma voluntária.  A lavandaria está aberta, de segunda a sexta-feira, entre as 9 e as 16 horas.