Combate ao Jacinto de Água no Guadiana acaba hoje em Badajoz

A Unidade Militar espanhola de Emergências (UME) termina hoje quarta-feira, dia 20 de março a sua intervenção no Rio Guadiana, depois ter retirado 63 toneladas de Jacinto de Água Doce, uma espécie invasora, originária da América do Sul, altamente prejudicial para a qualidade da água do rio.

Quando UME chegou, havia 175 quilómetros de margens e cerca 400 hectares infetados, numa missão altamente difícil e que mobilizou 2.700 militares durante 157 dias de permanência em Badajoz, desde a sua chegada no dia 16 de outubro de 2018.

Os militares trabalharam em conjunto com a Confederación Hidrográfica espanhola do Guadiana (CHG), com o objetivo de evitar que o Jacinto de Água Doce pudesse invadir a Barragem de Alqueva.

A intervenção estendeu-se por uma área de quase 35 kms de río e que se prolongou até junto de Talavera La Real, dado o sucesso dos militares que lhes permitiu alargar o perímetro de intervenção inicial.

Os militares desta força especial espanhola foram apoiados pela Brigada Extremadura XI, situada em Badajoz, quer em meios humanos quer em equipamentos.

Estes trabalhos não garantem contudo que a planta invasora não possa voltar a expandir-se, mas tratou-se de um trabalho meritório das autoridades espanholas, evitando a propagação para o território português, com especial incidência na Barragem de Alqueva.

O Jacinto-de-Água Doce (Eichhornia crassipes) é uma planta originária do Amazonas que impede a entrada de luz solar e a oxigenação das águas, com graves consequências para fauna e flora. Trata-se ainda de um praga que origina taxas de evaporação três a quatro vezes acima do normal.