Militares espanhóis terminam combate ao Jacinto-de-Água Doce no Guadiana

A Unidade Militar espanhola de Emergências (UME) vai terminar  a sua intervenção no Rio Guadiana esta quarta-feira, dia 20 de março, depois ter retirado mais de 60 toneladas de Jacinto de Água Doce, uma espécie invasora, altamente prejudicial para a qualidade da água do rio.

Esta operação foi iniciada no passado dia 16 de outubro de 2018, com especial incidência nos locais identificados pela Confederación Hidrográfica espanhola do Guadiana (CHG), com o objetivo de evitar que o Jacinto de Água Doce pudesse invadir a Barragem de Alqueva.

A intervenção estendeu-se por uma área de quase 30 kms de río e que se prolongou até junto de Talavera La Real, dado o sucesso dos militares que lhes permitiu alargar o perímetro de intervenção.

No total terão participado nos trabalhos cerca de 120 operacionais, em regime de turnos, durante os sete dias da semana, sempre com a coordenação da Confederación Hidrográfica, num conjunto de trabalhos de enorme dificuldade com os trabalhos a decorrer dentro do rio, em embarcações e com maquina pesadas.

Os militares desta força especial espanhola foram apoiados pela Brigada Extremadura XI, situada em Badajoz, quer em meios humanos quer em equipamentos.

Estes trabalhos não garantem contudo que a planta invasora não possa voltar a expandir-se, mas tratou-se de um trabalho meritório das autoridades espanholas, evitando a propagação para o território português, com especial incidência na Barragem de Alqueva.

O Jacinto-de-Água Doce (Eichhornia crassipes) é uma planta originária do Amazonas que impede a entrada de luz solar e a oxigenação das águas, com graves consequências para fauna e flora. Trata-se ainda de um praga que origina taxas de evaporação três a quatro vezes acima do normal.