CM Elvas aprova Contas Municipais de 2017

O Executivo Municipal de Elvas aprovou, em maioria, os documentos de prestação de contas do ano económico de 2017, na reunião camarária que teve lugar esta segunda-feira, 16 de abril, no salão nobre do Paços do Concelho. Estas contas vão ser agora discutidas em Assembleia Municipal.

Os documentos foram aprovados com três votos a favor do Partido Socialista (o vereador Tiago Afonso está de férias), uma abstenção do vereador Sérgio Ventura, e dois votos contra do Movimento Cívico Por Elvas, através de Rondão Almeida e Anabela Cartas.

Rondão Almeida referiu que para a discussão ser feita como deve ser, era necessário que a “oposição tivesse acesso aos documentos pelo menos 15 dias”.

“Numa análise rápida a estes documentos, há uma divida final na gerência de 2017 a rondar 4 milhões de euros e o próprio relatório de contas refere que o resultado liquido negativo fica em cinco milhões de euros. Num orçamento a rondar os 20 milhões de euros e com uma despesa corrente de 16 milhões resta pouco para realizar investimento”, disse Rondão Almeida.

Nuno Mocinha (PS), presidente da câmara, indicou que deixa o assunto para a Assembleia Municipal, e que o investimento que foi feito é “substancial” pois vêm de um ano de eleições autárquicas.

“Votaram contra (a oposição) porque disseram que não tiveram tempo para fazer a apreciação política do documento, logo estranho essas declarações. Deixo o assunto para a Assembleia Municipal. O orçamento é de 22 milhões. O investimento que foi feito é substancial. Vimos de ano de eleições onde há a fama de os municípios deixaram as obras para o fim. É bom recordar que mantivemos os apoios sociais e a fatura é elevada. A estrutura da câmara é de 5 milhões de euros e depois existe o normal funcionamento da câmara. Não posso fechar equipamentos que foram construídos. Não podemos também continuamente, embora agora a reduzir, apresentar resultados negativos, pois vai chegar o dia em que já não é possível apresentar esses resultados. Em anos anteriores, antes de ser presidente de câmara, que os resultados líquidos andavam à volta dos 8 milhões de euros, o que significa que alguma coisa mudou”, indicou Nuno Mocinha.

Fora este ponto foi também aprovado, por unanimidade, a ampliação do Complexo Social da Boa-Fé. O presidente de Câmara disse que “agora resta saber há fundos comunitários” para realizar a obra, que deve ter um orçamento superior a um milhão de euros.

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